Qual problema dos portos que o Ministério da Infraestrutura quer resolver?

A rigor, quem assistiu ao webinar promovido pela Assembleia Permanente pela Eficiência Nacional (Aspen), sobre a privatização dos portos, no dia 2 de junho último, tem visão suficiente do papel das comunidades dos portos de Santos e São Sebastião, ambos no litoral paulista, na definição dos novos modelos desses dois complexos portuários que melhor atendam aos próprios interesses e, majoritariamente, ao do Brasil. Em um voo de pássaro, no pouco tempo para abordar tão complexo tema, foram apresentadas questões balizadoras para facear o oportuno e grande desafio.

De pronto, a questão básica: qual problema dos portos o Ministério da Infraestrutura quer resolver? Coerente com o compromisso do candidato Jair Bolsonaro, a resposta deve ser: elevar o desempenho dos dois portos ao patamar dos portos asiáticos. Assim, fica mais clara a tarefa a ser executada e simplifica alcançar a complexidade dessa missão ante tantos e multifários interesses. A partir do princípio de que porto é meio e não fim.

Portanto, desperdiçar a oportunidade que se apresenta, negará a grandeza das respectivas comunidades. Por exemplo, para criar mudanças no patamar da concessão da Companhia Docas de Santos em 1.888 e da implantação da Lei 8.630/93, com a privatização das operações portuárias. À vista disso, começar por: considerar disparatado adotar portos australianos como referência e desprezar o parâmetro dos portos asiáticos, ou dos Estados Unidos, da Holanda e da Alemanha.

Um dos debatedores, showman de competência e inteligência, bem como um orgulho nacional, Frederico Bussinger expos didática e humildemente as metas a serem cumpridas para bem realizar essa desafiante missão: 1- gerar e gerir os espaços portuários; 2- prover a infraestrutura básica e os serviços condominiais; 3- regular as operações portuárias e as parcerias, 4- fomentar negócios e 5- contribuir para o desenvolvimento regional.

Fonte: portogente.com.br